DEPOIS DE LER ESTE TEXTO, RECOMENDO IMENSAMENTE A PRIMEIRA POSTAGEM DESTE BLOG, SOBRE O AMOR VERDADEIRAMENTE CRISTÃO. CLIQUE AQUI.
Jesus, ao ser interrogado pelos fariseus, pois havia feito calar os saduceus sobre o maior mandamento existente debaixo do Céu, responde que não há maior mandamento que amar a Deus e, consequentemente, amar o outro.
Esta palavra – amor – hoje em dia, está muito desgastada, “saturada”, banalizada. Perdeu-se a noção e a compreensão do significado dessa palavra. Há um empobrecimento e um esvaziamento na compreensão e no sentido mais profundo do que é amor.
Gosto da definição, acerca do amor, trazida por Madre Tereza de Calcutá. Ela diz que: “o amor é aquilo, que diagnosticamos na carne, ou seja, o amor começa em nossa vida, quando começa a dor a carne”. Ou seja, enquanto não dói a nossa carne, só estamos fazendo o bem; o amor começa quando começa a dor a carne.
Amor não é sentimento, apesar de passar por ele muitas e muitas vezes; amor é decisão, é opção consciente por querer amar, por querer dar a vida pelo outro. Passamos a amar a Deus quando nos deixamos levar pela Sua vontade e não pela nossa; quando começamos a fazer a opção pela vontade d’Eles em nossa vida e não mais pela nossa. Dessa forma, logo nosso ser, – nossa carne –, começa a dor e a doer muito; queremos, a carne grita, pela vontade do nosso corpo, dos nossos sentimentos, dos nossos afetos, dos nossos apetites, sejam quais forem eles.
Quando fazemos a opção pelo amor a Deus, como conseqüência, fazemos a opção pelo amor ao próximo. Aliás, como poderei amar a Deus que não vejo, se não amo meu irmão que vejo? Incoerência total! O amor por Deus passa pelo irmão; o amor pelo irmão passa, necessariamente, pelo amor a Deus.
Costumo dizer: quem não quer sofrer não ame! Pois quem ama, sofre…! Quem não quer sofrer não ame, mas tenha certeza de uma coisa: não viverá e sim, vegetará. Por quê? Porque – repito – o amor começa quando começa a doer a carne.
O amor acontece na concretude da nossa vida, como fruto de decisões livres e conscientes que fazemos em favor dos outros e por amor a Deus. O amor passa pelos sentimentos, mas não pode ser sentimentalismo.
Existem muitas pessoas se perdendo, pois não estamos amando estas pessoas, ou seja, não estamos exortando, dizendo as coisas que a pessoa precisa ouvir; amar significa não dizer o que a pessoa quer ouvir, mas o que ela precisa escutar.
O amor acontece nas realidades mais simples da nossa vida, nas pequenas coisas que somos convidados a fazer pelos outros; ou seja, precisamos entender que amar é fazer concretamente o que deve ser feito, a partir das pequenas coisas, pois grandes coisas qualquer desesperado faz. Gosto muito deste exemplo: uma pessoa que está prestes a perder a esposa, como muita facilidade consegue descer de um prédio de vinte andares, com uma rosa na mão e dizer para todos que ama a esposa. Difícil é dizer na simplicidade do dia, todos os dias da vida, que ama a esposa. Repito, grandes coisas qualquer pessoa desesperada faz. Claro, estava preste a perder a esposa e o casamento, neste caso…!
Amemos, irmãos e irmãs, a todos e a Deus, com gestos concretos, pois de promessas e de desejos, o inferno também está cheio. Amar dói; mas tudo que faz doer cura!
Padre Pacheco,
Comunidade Canção Nova.
Fonte: Canção Nova (Homilia Diária)
Nenhum comentário:
Postar um comentário